Ariele - Um tratamento

Este trabalho foi apresentado no 1o Congresso Latino Americano de Bioenergética de São Paulo.

Campos do Jordão – São Paulo – Brasil

ARIELE – Um processo de tratamento de Amaurose De Leber com penetrância incompleta.

“Eu vou começar a falar do caso da minha paciente Ariele que chegou ao consultório com 8 meses. Primeiro vou falar um pouquinho como ela chegou: os pais notaram que ela tinha alguma dificuldade visual e foram fazer uma avaliação, um eletroretinograma. Um oftalmo deu um diagnóstico de Amaurose De Leber que significa cegueira total e um comprometimento neuro psíquico. Com isso os pais começaram a procurar alternativas porque esse diagnóstico era muito fechado, e encontraram um oftalmo mais alternativo e que sugeriu e indicou esse trabalho de estimulação visual, então eles vieram me procurar. 

 

Essa bebê chegou aqui com 8 meses e aí eu fiz várias avaliações, vários testes  para saber como era o desenvolvimento. Percebi que realmente ela respondia tudo muito bem, psicomotoramente. Diante disso comecei a estimular também a visão e ela respondia com a visão periférica muito bem. Fizemos várias sessões, inclusive com os pais e sugeri que uma pessoa mais fixa, porque às vezes vinha ou uma avó materna, uma avó paterna, um avô que a trazia já que os pais trabalham e estudam a noite. E nisso conseguiram através de uma conversa familiar que a avó materna, Dona Rosinha, a acompanhasse e viesse morar com eles, o que foi excelente, ela é uma pessoa maravilhosa, montamos uma parceria muito boa, ela coopera, ajuda muito. Então ensinei-a a fazer massagens, os estímulos visuais, em casa também foi todo uma preparação com luzes, com estímulos coloridos e com isso nós fomos trabalhando.


Com um ano e aproximadamente 4 meses, Meir veio ao Brasil, eu a levei para fazer uma sessão com ele, e ele dar uma avaliação de como ele estava vendo; foi muito bom, os pais também foram e ele disse que ela estava respondendo muito bem e que realmente poderiam continuar fazendo todo esse trabalho de estimulação porque ela tem resíduo visual. Diante disso eu fiquei muito satisfeita e os pais também muito esperançosos e continuamos o nosso trabalho. Quando foi no final do ano passado eu sugeri aos pais que fizessem uma nova avaliação, tradicional, ortodoxa, com eletroretinograma para termos uma idéia de como estava o processo visual e aí sugeri o nome de um oftalmologista e eles foram e ficaram muito satisfeitos com o diagnóstico; porque qual é o diagnóstico? Ela tem sim Amaurose De Leber só que com penetrância incompleta, isso significa que ela tem resíduo visual e com todo esse trabalho de estimulação podemos ter uma recuperação de boa parte de sua visão. A visão central é a parte mais comprometida, claro que tem que ser estimulada, ela hoje enxerga mais com a periférica, mas com a central ela está começando a poder focar dentro de um ritmo e de um tempo que ela consegue fazer esse foco. Estamos num momento que ela está bem encaminhada, bem estimulada, respondendo muito bem. Esse ano também eu sugeri que ela entrasse numa escola com crianças da idade dela, no maternal, para que ela pudesse ter mais convívio com outras crianças e mais estimulação. Se adaptou muito bem, está indo muito bem e respondendo muito bem.”

Depoimento da mãe de Ariele

“Quando nós chegamos aqui ela tinha oito meses e o diagnóstico era que ela tinha Amaurose De Leber, até então a gente não sabia exatamente o que era, achávamos que era só a deficiência visual dela mesmo. Aí com os trabalhos da Dra. Irene, eu não sei bem que nome dar... mas as massagens, a estimulação que ela faz a gente percebeu que a visão dela foi afirmando, foi melhorando; e os médicos convencionais eles sempre falavam que era impressão nossa, que ela nasceu, ela não ia enxergar e que apesar da idade dela, na época 8 meses, um ano mais ou menos, ela saberia se adaptar ao ambiente. Mas a gente sempre percebendo conforme chamava ela, ela buscava o que ela queria, principalmente quando a luz é mais amena ela fica muito melhor no ambiente. Mesmo assim os médicos convencionais sempre falavam que não, o diagnóstico não teria mudança. Dra. Irene com o trabalho dela, sempre estimulando, sempre com coisas novas para ela, mostrando, ensinando, fez até todos os testes para coordenação motora porque quem tem Amaurose De Leber além de não enxergar também não escutaria, não teria coordenação motora, seria realmente uma criança totalmente deficiente, dependente da gente. E foi sendo feito os trabalhos com a Dra. Irene e com o Dr. Irineu também, o pediatra dela o Dr. Miguel. E aí Dra. Irene conhece o Dr. Celso que é um oftalmologista da medicina convencional que aceita esse trabalho, e no 1o diagnóstico que ele fez em janeiro falou que seria impossível ela ter Amaurose De Leber por ela ser uma criança ativa, que anda pelo ambiente, vai atrás do que quer e tudo. Isso no primeiro diagnóstico, pediu para estar refazendo os exames, e nós verificamos ainda que fundo de olho, retina, o nervo, tudo perfeito, parte neurológica dela é tudo perfeito. Aí voltamos agora, esse mês de agosto, ele refez os testes e falou que ela está muito bem, que podemos realmente descartar essa possibilidade da Amaurose De Leber, passou até um óculos fotocromático para ela e pediu para continuar fazendo os trabalhos com a Dra. Irene, estimulando, que até os 6, 7 anos a visão dela ainda pode se recuperar bastante e para não parar com a medicação que ela toma junto com o Dr. Miguel, que todo tratamento dela é um tratamento alternativo, é um tratamento homeopático. E a gente tá vendo aí ela boa, graças a Deus...”

A saúde dos seus olhos

 

Pai de Ariele fala: “O Dr. Celso falou que ela não vai ser uma piloto de avião e...”

 

Mãe de Ariele fala: “É, não vai dirigir um carro, não vai ser uma cirurgiã, mas de resto ela vai levar uma vida normal, como qualquer outra pessoa.”

 

Irene:  “Bom, o que eu tenho para finalizar este trabalho, neste momento, é que essa pessoinha aí, essa criança, é muito especial. Ela deixa fazer massagem, ela mesmo aprende, ela mesmo busca, sempre cooperou muito e agradeço também muito a sua família que é de uma parceria muito importante e eu estou muito gratificada e muito feliz de estar executando esse trabalho, de estar desenvolvendo, podendo contribuir, podendo ajudar e também aprendendo bastante.” 

Irene Cardotti © 2009 | Direitos Reservados